quarta-feira, 24 de outubro de 2007

Breve auto-reflexão sobre o Eu

Quem sou EU?

Sou aquele que por momentos sente-se acabado e dono do mundo!
Dono do MEU mundo.
Do meu mundo que gira ao redor do meu umbigo,
embora tenho olhares para o mundo.
Quando alguém me observa, este sabe quem EU sou?
Mas eu sou...
Eu tenho personalidade...(Tenho?)
Eu tenho um jeito de ser...(Qual é?)
Eu sou mais EU...(Em que aspectos?)
Eu contemplo o mundo e por muitas vezes me desespero diante dele;
ao mesmo tempo que me encanto com tantas possibilidades.
EU SOU SENTIMENTO e ENIGMA.
Sou quem sou . Nem sempre sou que pensam que sou; e por vezes nem mesmo eu sou o que eu mesmo penso que sou. Algumas vezes sou quem pensam que sou.
Eu sou EU e agradeço por ser diferente de você e digo mais:
Quem bom que você é você...


A EXISTÊNCIA

O ser humano tem de comum com os demais seres o fato de que ele simplesmente é. A planta é, o animal é, a pedra é. Nós também somos.
Portanto, bastaria ser efetivamente para existir!
“A existência corresponde à realidade singular, ao homem singular; ela permanece fora do conceito que, de qualquer forma, não coincide com ela. Para um animal singular, uma planta singular, um homem singular, a existência(ser ou não ser) é algo decisivo” (Kierkegaard).
Mas há uma grande diferença no modo de ser!
O ser humano nasce sem pedir para nascer. Não sou eu que decido se vou nascer ou não e muito menos se quer nascer ou não. O ser humano nasce e parte para a pesquisa do viver. A vida do ser humano vai além do nascer, vai além do ser homem, porque a vida do homem é transcendência.
O ser humano distancia-se dos demais seres que vivem um determinismo natural, porque cada homem é o gestor da sua própria vida. O nascimento do ser humano é uma facticidade, mas ele possui uma vontade de realizar muito mais do que apenas ser um homem. Na sua transcendência o ser humano transforma o seu existir numa busca de sonhos e projetos de vida, e dá origem ao fenômeno que chamamos de existência.
Para existir não pasta ser. Existir impele-nos a transformar a nós mesmos em seres existentes através da transcendência.
A existência nos leva a compreender com clareza que o ser humano não é um dado feito, mas um encargo, uma tarefa de ser! Um risco de ganhar-se ou de perder-se. “O ser humano é possibilidade, ele pode no seu ser ou escolher-se e conquistar-se, ou então perder-se, ou seja, não conquistar-se, ou conquistar-se só aparentemente., Sendo sempre eu, o poder-ser (humano) é livre para a autenticidade e a inautenticidade ou ainda para um modo de indiferença.” (Heidegger)
È sobre tudo no ato de pensar que o ser humano sinaliza o projeto de seu ter-que-ser. Eu penso, logo existo. Na atividade de pensar em si mesma em si mesmo, sem recursos externos, descortinamos nossas possibilidades de ser e consumamos nosso relacionamento com a realidade.
A existência nos leva a compreender que o humano é ser-em-situação, vinculado ao mundo, submetendo-se às condições do mundo. O homem necessita enraizar-se no mundo.
“A existência é movimento pelo qual o homem está no mundo, comprometendo-se numa situação física e social que se torna sua visão do mundo” (Merleau Ponty)
Muitas vezes estamos assustados, angustiados e até perdidos neste mundo, mas no movimento do nosso pensar é que fundamentamos o nosso existir, porque a partir daí construímos nossa vida optando por isso ou aquilo. O homem tem a possibilidade de poder-ser. O homem experimenta o mundo construindo seu viver juntamente com as outras pessoas e assim constrói seu existir.
A existência não se esgota na compreensão de viver necessariamente na circunstância mundo, nem na compreensão de risco de ganhar-se e de perder-se. Ele ainda se compreende como ser-para-a-morte.
O ser-para-a-morte abre a existência para outro porvir, transcendente a si e ao mundo. Nos damos conta que somos um ser-que-espera. Não como alguém que espera o ônibus na rodoviária, mas como alguém que espera o inesperado.
Este inesperado nos leva a pode-ser algo diferente da existência no mundo. Deixamos de ser existente nesta realidade para sermos o inesperado.
Esse inesperado poderia ser ‘Deus’?
“Somente a partir da verdade do Ser pode-se pensar a essência do sagrado. Somente a partir da essência do sagrado pode-se pensar a essência da divindade. Somente na luz da divindade pode-se pensar e dizer o que a palavra ‘Deus’ pretende significar” (Heidegger)
O próprio ser humano e a sua existência é um enigma, logo o inesperado faz parte deste enigma, como se a nossa existência espera por um segredo maior.
O existir humano é uma construção, um desenvolvimento em si mesmo para um inesperado.

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

Ser Educador.

Há quem trate a palavra “educador”, como sinônimo de professor, e com isso limita a real magnitude deste conceito e a complexidade que a envolve.
Ser professor é um termo muito ligado ao ensinar e aprender. O professor é aquele que sabe a matéria e ensina ao aluno que não sabe. Este é um conceito tradicional do que se entende por professor; e não podemos negar que é este o entendimento que a maioria das pessoas possui do termo.
Outros usam as duas palavras juntas (professor-educador) somando assim os dois termos e mudando o significado.
A palavra “educador” traz um conceito abrangente, e determina a pessoa que ensina através de ações práticas e reflexivas.
São as ações práticas que levam a reflexão, e a reflexão transforma-se em novas práticas.
Aprendemos a partir do ambiente em que vivemos, e por aquilo que vemos (aqui entra todos os sentidos), somados a reflexão.
Neste momento faço a reflexão sobre a reflexão: Que educadores que somos?
Há necessidade de educarmos a partir da realidade, re-pensando nossas ações. O que acontece é que as boas reflexões, e a realidade em si, muitas vezes não são valorizadas.
Por exemplo: Como os pais irão criticar um X desenho animado? É o desenho animado quem traz entretenimento aos seus filhos enquanto estes trabalham e até mesmo quando os pais preferem que seus filhos fiquem em frente da televisão, para não serem incomodados.
Educador é aquele que se envolve no meio em que vive buscando saídas! Educar não significa ser moralista! Educador requer análise constante de tudo que acontece, ou seja, possuir 24h o olhar clínico a fim de filtrar e sintetizar o correto, diferenciando-o do incorreto; e a partir daí ter a capacidade de tornar seu pensar e agir um ato reflexivo no seu ambiente de convivência.
O educador cria em si a competência de estar constantemente buscando diferenciar o que é certo do que é errado, o que enriquece do que deteriora. Educador é toda a pessoa que está atenta (para não ser enganada por uma maquiagem teatral que incute falsos valores) e que têm por compromisso ajudar as outras pessoas a buscarem a verdade.
Careta é se omitir frente à falsidade e ao erro apenas pelo medo de não fazer parte de um grupo, ou de não ser aprovado pelas pessoas com quem tenho convívio, ou até mesmo por sentir-se "diferente" quando está caminhando na rua.

terça-feira, 16 de outubro de 2007

1.6 - Antropologia Helenística (séc. III - I a.C)

Neste período houve o advento do indivíduo ao centro da reflexão filosófica, conseqüência do declínio e fim da polis grega.
Na época anterior o centro era a polis, uma comunidade soberana na qual o indivíduo sentia-se integrado. Com o fim da polis o indivíduo teve que procurar outra forma de vida associativa, nas quais possa ser encontratada a resposta para o problema da eudaimonía (viver feliz; prazer verdadeiro (hedoné)).
As duas grandes escolas da idade helenística são o Epicurismo e o Estoicismo.
- Epicurismo: Inspiração no materialismo atomista de Demócrito, opondo-se ao intelectualismo platônico-aristotélico.
[* O homem é um ser-que-sente.]
A lógica epicurista: O conhecimento humano começa e termina na sensação (aisthesis) que pode desdobrar-se em "antecipações" ou "representações" mentais e em sentimentos de pensa e prazer. Estes desdobramentos originaram a opinião, que é, no homem, a fonte do erro.
Para os epicuristas a psyché é um agregado de átomos (algo físico).
A ética eminente teleológica e eudaimonista reside na serenenidade de ânimo, ausência de temor, e sabedoria para avalisar os verdadeiros prazeres.
Há uma desvaloriação da vida política. A "vida escondida" é exaltada e enriquecida pela amizade (philía).
A eudaimonia é alcançada por uma razão reta (lógica), uma compreensão do universo corretamente (física), e por uma ação humana que seja dirigida para o verdadeiro fim (Ética).
- O Estoicismo: O centro está no problema do indivíduo. Busca definir as condições do "viver feliz" (eudaimonía) e dentre estas, aquelas que tornam-o independente(autárkeia). A Filosofia é o caminho.
Para os estóicos, a psysis (natureza) é o logos (razão) universal unindo todos os seres. Em torno do
logos organiza-se as três dimensões do conhecimento:
+ Conhecimento da verdade (Lógica);
+ Conhecimento da
physis (Física);
+ Conhecimento do fim (Ética);
Esta escola teve inspiração do intelectualismo socrático. o uso da razão (
logos) é posto como primazia.
*Ética estóica: Conformação à
physis, detentora do logos imanente.
O estudo da paixões (
pathê) tem o fim em um se conhecer e saber agir com esta, para que as virtudes não sejam corrompidas.
A paixão é um juízo da razão; o sábio é aquele que exerce de maneira certa o uso das paixões.
Há a função do passional com o intelectual no modo de ser do homem.
As características fundamentais do estoicismo:
+ Primazia do
logos que é regido pelo logos que rege a psysis.
+ Ideal sábio: expresso na independência e superioridade à Fortuna, embora submetido ao destino.
+ Universalismo estóico: Sábio supera as particularidades (Não é afetado pelas contingências da vida humana) Surge a idéia da igualdade de todas em face da natureza universal (lei natural).
+ Idéia do dever e a interioridade que aprofunda o "conehce-te a ti mesmo" socrático.

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

A, B, C, para quê?


O ser professor impulsiona-nos para que sejamos mediadores dialógicos através de uma educação libertadora da alienação; denunciamos o sistema injusto que leva a miséria, e os tantos meios que tornam a verdade escondida atraz da nebulosidade dos interesses neoliberais que escravizam através da violência simbólica. Aprendendo a partir da realidade e re-significando a ação apostamos em uma libertação dos homens pelos próprios homens. (Alexandre José Krul)

A pessoa do professor traz um simbolismo que hoje está degradado pela falta de valorização. Em parte esta degradação brota de um sistema educacional com uma práxis, na maioria das vezes ultrapassada. As teorias são muito bem formuladas, e não carecem da falta espaço social para colocá-las em prática, mas sim de um sistema que as apoie.
Pessoas desconscientizadas da necessidade do estudo para melhorar a qualidade de vida, com novas formas de pensar, com um inteligência desalienada e aberta aos valores da vida e da comunidade, demonstram total desinteresse e falta de prazer em pesquisar, descobrir e criar.

A muito custo o sistema libera algum incentivo às novas práticas educacionais. É mais cômodo governar pessoas silenciosas, e que não criam saídas para a realidade. No Brasil usa-se a lei do adaptar-se; dá-se um "jeitinho" em tudo. Então por que fazer o correto se pode "se adaptar"? No meio político, prevalece os valores subjetivos, que são por sua vez individualistas e degradantes. Pensa-se somente no próprio bolso!
Da parte da maioria das pessoas, há um esquecimento de viver a realidade enquanto tal. Falta sensibilidade e empatia (colocar-se no lugar do outro).
Quantas vezes não nos damos a conhecer ao outro?
Quantas vezes reclamamos que ninguém presta atenção no que falamos e fazemos?
Quantas vezes o desinteresse prevalece?
Quantas vezes o prazer é que domina, e dá a ordem, em vez de que eu e você opte?

A tarefa de ser professor não é fácil! É árdua!
Algumas vezes a descontextualização dos conteúdos leva ao descaso por falta dos alunos; por outras vezes, o descaso é ocasionado porque a matéria não interessa no momento ("é chata") ou porque o aluno está com outras preocupações. Por vezes falta envolvimento. Outras vezes falta interesse, porque não se vê utilidade. E na maioria das vezes falta motivação, concentração e querer aprender.
Aprende-se muito mais na rua, nas rodas de amigos, nas festas, no jogos, no MSN, no orkut! É um aprendizado. Mas é um aprendizado sempre útil também?
Alunos que dizem não encontrar utilidade na matéria, encontram qual utilidade nas brincadeiras e no ócio não criativo? Certamente é o prazer que atrai! O prazer de ser "dono do nariz". A liberdade de optar; de dar um clique e ver acontecer! Mas esquece-se que para que isso aconteça, algum pesquisador, passou horas debruçado no estudo de um projeto e no seu desenvolvimento.
Professores(as), motivamo-nos primeiramente e buscamos desenvolver a educação como algo precioso. O nosso interesse e o prazer estampado no nosso ser, irá convencer e fazer com os outros se interessem pelo que fazemos.
E você aluno(a), quando não se motivou quando viu um professor que faz da reflexão e da pesquisa da sua matéria a sua vida? Certamente quando vemos um professor de verdade, encontramos nele a motivação em pessoa!
Mas a busca do aprendizado, e da retomada dos conceitos para re-aprender é o que nós como alunos queremos? (Não esquecemos que somos no dia-a-dia professores e alunos!)

1.5 - Concepção antropológica de Aristóteles

O ponto de partida para a antropologia de Aristóteles foi o platonismo da psyché, repensado sob a ótica da alma como forma do corpo. O centro da concepção passa a ser a physis (natureza) animada pelo dinamismo teológico da forma (entelécheia) que lhe é imanente, e que como forma ou eidos, é o núcleo inteligível. O fim do agir do homem passa pelo ser o telos.
Agora o mundo ideal que Platão chamava de "mundo das idéias"; poderá ser alcançado pela
theoria. Através da theoria, o ser humano, pode contemplar as realidades transcendentes e eternas.
A concepção antropológica de Aristóteles reune os seguintes traços:
- Estrutura biopsíquica:
psyché - princípio vital (ato ou perfeição = enérgia) de todo ser vivo, a qual compete a capacidade de mover-se a si mesmo (autokinêton) [*psyché do Fredon platônico]
Como todo ser vivo, o homem é um ser composto de psyché (alma) e de sôma (corpo).
Nos livros "Sobre a Alma" (Peri Psyché) encontramos o tratado sobre o princípio imanente do ser vivo que o distingue dos outros seres vivos da natureza; e no qual o homem se diferencia pela sua nutrição, sensação desenvolvida e acima de tudo como ser vivo dotado de intelectualidade.
- O homem como zôon logikón:
O ser humano pertence essencialmente ao âmbito da physis, mas se distingue por ser racional; animal racional (zôon logikón) dotado de logos (fala e discurso), fato que o permite transcender (elevar-se; ultrapassar-se) à natureza (physis).
Aristóteles investiga a racionalidade por meio de três pontos de vista:

(1) Psyché : Estuda a atividade racional que, no homem, eleva-se sobre a atividade dos sentidos externos e internos, como atividade própria do intelecto (nous).
Aristóteles não define se o nous é parte ou algo separado da psyché, mas o divide em duas funções: Receptiva, que está em potência; e ativa que faz com que a potência passe ao ato.
(2) Finalismo da razão:
- Contemplação (theoria): buscada em razão de si mesma e tendo como fim o conhecimento da verdade das coisas. (Matemática, física e filosofia primeira (teologia))
- Ação (praxis): Buscada em razão do bem (agathón) ou da excelência (areté) dos indivíduos e da comunidade. (Ética e Política)
- Fabricação: Resulta da produção de objetos superficiais que tem por finalidade a utilidade e o prazer.
(3) O ponto de vista dos processos formais do conhecimento: Aristóteles reune no livro Órganon, a tradição lógica do pensamento grego, assegurando assim poderosos instrumentos que fazem das ciências o centro do universo simbólico.

- O homem como ser ético-político:
É a realização plena do ser racional. As virtudes da ética encontram o exercício da política.

- O homem como ser de paixão e desejo:
Em linhas gerais a sede de paixão e desejo faz parte da estrutura da psyché, e sua ação é a irracionalidade da psyché que intervém na práxis ética e política (Livro - Ética de Nicômaco)

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

Toda ação tem reação!




Abro um parêntesis para partilhar com vocês uma reflexão que a dias estou fazendo: Estamos vivendo realmente uma democracia?
Esta reflexão maior brotou de dois outros questionamentos:
  1. Por que preferimos não opinar?
  2. Por que não expomos nossas idéias publicamente?

Através delas cheguei a duas palavras chaves: Relativismo e omissão.
Relativismo porque "tanto fez, tanto faz" eu(nós) opinar ou não.
Omissão porque estamos acostumados a deixar os outros decidir por nós.

O que vejo é que poucas pessoas pensam realmente no "nós", no "comum a todos", em fazer um "bem pensando na sociedade em geral". Enquanto tantos de nós nos omitimos, há os "expertos" (funsão de experts com espertos) que aproveitam das idéias empreendedoras de "ajudar as pessoas", para tirar benefício próprio.
Através de uma retórica discursiva invejável a qualquer sofista dos tempos de Sócrates, estes "expertos" fascinam os "relativos" e os "omissos". Estes, caso sejam interpelados diretamente, argumentam que "não tem nada que podemos fazer", "o Brasil está uma roubalheira", "os políticos não tem vergonha na cara", etc, etc, etc.
"Tchê"!! Vamos "abrir o olho"! Vamos pensar juntos! Vamos colocar em comum nossas idéias! E vamos usar o poder que temos, que é a Democracia!
Tanto se lutou para que todas as pessoas tivéssem direito ao voto; para que existisse uma lei que diga que todos somos iguais perante a lei; para que tivéssemos liberdade de expressão; enfim tantos outros direitos.
Está na hora de agir, pois o principal nós adquirimos, que são as leis; agora temos que fazer com que as leis se cumpram, e todos nós sabemos que "a voz do povo" faz as leis se cumprirem e que mudem, caso estejam sendo injustas.
Está na hora de chutar para longe a alienação, que traz consigo um discurso dizendo: "a vida é curta";"devemos aproveitar o momento"; e gerando uma busca pelo prazer momentâneo; um individualismo que não traz prazer nenhum.
O individualismo faz com que tenhamos estresse, desconfiança, omissão, relativismo, realismo que acaba com os sonhos...Você quer continuar "assinando embaixo" as 'salafrarices'?
A prática democratica está soterrada pelos escombros da falta de autonomia do pensar e do agir. Há quem pensa por você, a quem decide por você; para que você vai se encomodar se a vida é "tão curta"!?? "Prazer , libertinagem, ficar (usar)! Cada um tem sua vida, faz o quer (na maioria das vezes até mesmo sem pensar, porque senão nem iria estar fazendo), ninguém paga as contas dos outros!
Para alguns leitores, posso estar apenas tornando público o que foi pensado muitas vezes no seu íntimo, mas não teve coragem de partilhar; para outros esta reflexão pode ser um "despertar".
Somos sujeitos que vivemos com os outros sujeitos. Todos somos sujeitos de uma sociedade comum.
O existencialismo, num tempo de servidão, trouxe a tônica da valorização do sujeito individual, que tem direito a liberdade, mas com certeza não esperava que isto tornaria-se um individualismo alienante.
Como se diz a lei natural: "Toda ação tem reação!"